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Sou Quase Tudo Aquilo Que Acredito.: Julho 2011

Bolsa

Mais um post sobre crochê. Dessa vez sobre algo no qual trabalhei por um bom tempo: uma bolsa feita de bolsas; bolsas plásticas, essas que qualquer um de nós mortais recebemos quando vamos comprar alguma coisa no mercado ou seja onde for...
A sacolinha plástica teve seu advento na época da Revolução Industrial e estudos afirmam
que a 1° sacolinha plástica criada nessa época ainda está no nosso mundo, baseado na
afirmação de que elas demoram algumas centenas de anos para se decompor. Nessa nossa época
onde as sacolas cismam em poluir o nosso mundo e algumas das grandes cidades estão vetando seu uso, está ai uma boa utilização para as famigeradas bolsas de plástico.
Quem me deu a idéia foi minha tia, achei bem interessante e partir do que ela me passou, consegui fazer a bolsa. Sua confecção é muito simples. Basta pegar uma sacola e cortá-la em tiras horizontais de forma que as tiras formem elos fechados. esses elos são entrelaçados e assim é só começar a fazer pela parte do fundo da bolsa. Nenhum mistério quanto aos pontos,  uma carreira de ponto baixo seguida de uma carreira de ponto alto e assim sussessivamente. O segredo é ir fazendo as carreiras até a bolsa atingir o tamanho que você julgar melhor. Na verdade optei por fazer esse modelo, mas você pode soltar a criatividade e fazer da forma que quiser.
Uma consideração que deve ser feita é que são utilizadas muitas sacolinhas, essa bolsa, por exemplo deve ter mais de 100 delas, é a única parte que pode ser mais complicada: encontrar a matéria-prima em abundância rapidamente, foi esse o único motivo de eu ter demorado duas semanas para terminar a peça.
Mas o que não faltam na nossa vida são sacolas. Abaixo seguem duas fotos da bolsa.










 

Minha tia fez uma com aqueles sacos plásticos azuis. Eu não vi, mas o resultado com certeza ficou muito bonito. Além de uma boa alternativa pra se guardar compras, esa bolsa feita de bolsas é bem forte, aguenta um bom peso. Espero que tenham gostado. Cya.

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Puxa Saco de Crochê

Oi gente, depois de algum tempo sem escrever sobre crochê, posto aqui no blog um artigo sobre esse puxa saco que fiz para a minha avó. Cheguei a olhar alguns na internet, mas optei
por criar o modelo da minha mente mesmo, já que tinha uma certa idéia de como fazer e o resultado me satifez bastante, ficou bem do jeito que eu imaginava. Utilizei as mesmas linhas que já havia usado para fazer um caminho de mesa. É bem simples, qualquer iniciante consegue fazer tranquilamente.

Aqui estão algumas fotos da peça:





Fiz 20 carreiras com a linha rosa e 20 com a linha roxa, o resultado foi esse efeito "mini-saia". Nas bordas um acabamento simples com biquinhos de cores invertidas e 3 florzinhas usando a mesma lógica de inversão de cores. Abaixo segue o gráfico pra quem se interessar
em fazer.



Fácil e rápido de fazer. Espero que gostem. Cya

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O Ex-Comunista

 Dando uma boa olhada em uma revista, encontrei na última página um dos artigos mais significativos que li nos últimos tempos. Achei-o tão interessante que decidi postá-lo aqui no blog. Vale a pena tomar um poquinho do seu tempo lendo isso.
 O artigo está na edição 2.167 da revista Isto É e foi escrito pelo cantor, compositor e também colunista Zeca Baleiro. Segue abaixo o texto...

O Ex-Comunista

 " - O mundo precisa dos pobres. Demorei a entender isso, mas agora sei: o mundo sem
pobres é inconcebível.
 Aquela frase dita assim, de chofre, no meio de uma conversa informal, me chocou, confesso.
 - Por muito tempo algumas pessoas lutaram pelo fim da pobreza. Eu próprio fui um deles. Mas agora entendo que a pobreza é necesária ao equilíbrio do planeta - ele continuou.
 - Equilíbrio? Como assim?
 - Imagine um mndo só de ricos... Um mundo em que ninguém precise de nada, que seja autossuficiente e abastado...
 - Hmmm...
 - Viu? Você nem consegue imaginar, porque é mesmo impossível. São esses pobres que sustentam o capitalismo, não os ricos. São os pobres que fazem a roda do capital girar. Onde
há pobreza há desejo há consumo Se as pessoas consomem, a rede da economia gira, entende?
 Eu permanecia mudo. Embora reconhecesse que havia algo de tecnicamente correto naquele
raciocínio, sua fala me soava demasiadamente cínica. Prosseguiu em sua teoria.
 - Quem são os maiores vendedores de discos?
 - Os artistas populares, imagino - falei.
 - Pois é, artistas populares, aqueles que são ouvidos pelos pobres, certo?
 - Acho que sim.
 - Quais as lojas com maior receita? As lojas que vendem artigos populares, certo?
 - Acho que sim, também não sei...
 - Eu sei, vai por mim. Melhor ter um boteco em Pirituba do que uma loja de chapéus de grife no shopping Iguatemi O custo/benefício é mais vantajoso.
 - Nunca parei pra pensar nisso.
 - Rico não consome porque tem um desejo genuíno ou uma necessidade vital. Rico consome
pelo glamour, porque quer ser visto com o barco, o carro novo, a casa projetada pelo arquiteto hype... Pobre não. Pobre faz seu "puxadinho", ergue sua laje e fica feliz da vida, porque ainda que se orgulhe em mostrar pro vizinho, não o fez só por isso. Fez porque tinha necessidade daquilo. E quem precisa fazer faz. Quem precisa comprar compra.
 - Mas o capital está na mão dos ricos.
 - Sim, mas foi ganho à custa de pobres, não de outros ricos.
 - Sim, mas há serviços que pobres não consomem, apenas ricos.
 - Sim, há. Mas nenhuma fortuna é erguida sem a participação dos pobres.
 - Como assim?
 - Tá vendo aquele condomínio de luxo? Imagina quantos pobres trabalharam para erguê-lo? E
quantos outros agora trabalham para mantê-lo funcionando?
 - Não sei.
 - Muitos, acredite. Tá vendo aquele shopping acolá? Entre e faça uma enquete. Aposto que há
mais pobres circulando lá do que ricos.
 - Mas...
 - Acredite no que tô falando. Dinheiro para o rico é esporte. Para o pobre é paixão."
Esse texto com certeza nos faz pensar. Gera opinião, gera crítica. Talvez ele contenha uma dessas verdades que todos nós sabemos no nosso subconsciente e faça para você o sentido que fez para mim.
Talvez seja só um texto audacioso e chovinista. Mas com toda certeza vale a pena ler cada linha.



Espero que tenham gostado, apesar de não ter muito em comum com resto dos posts. Cya.

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